sexta-feira, setembro 19, 2008

O Partido dos Sócretinos e o Código do Trabalho

Já tinhamos à direita um partido convertido em organização ao serviço de uma pessoa, o velhinho CDS, depois CDS-PP, e hoje simplesmente PP, o Partido do Portas, ou Paulo Portas. Agora à esquerda(?) temos um Partido Socialista (mais de nome do que de ideais concretizados) reconvertido cada vez mais no Partido dos Sócretinos, carreiristas e serviçais inspirados no chefe Sócretino de nome.

O dito PS prepara-se agora, como ao longo da legislatura, para pôr os serviçais a votar como convém ao chefe. Assim, ironia da história, o PS será o partido que irá consagrar em lei a degradação dos direitos e da vida dos trabalhadores portugueses. Por outro lado, já se percebeu, carta branca aos patrões e empresas que se puderem encher mais os bolsos à custa do sacrificio dos trabalhadores nem lágrimas de corcodilo hão-de verter. Tenho quase a certeza que quando este primeiro se afastar da política activa terá vários amiguinhos empresariais dispostos a recompensá-lo depois do período de nojo. NINGUÉM ESTÁ AINDA A VOMITAR.

Os serviçais e o chefe não se querem comprometer com ideais ou com questões de princípio, por isso elogiam acriticamente o chefe da tribo que explora as gentes angolanas, chamando-lhe "um grande democrata" e andam de mão dada com o populista venezuelano, enquanto estes os ajudarem a fazer negócios. CÍNICOS, dizem-nos que a vida tem destas coisas, só vence quem não se coça em público. Por isso não tenhamos vergonha e adulemos os pequenos ditadores que nos dão a mãozinha e o que está nela. Lembram-se do Mugabe? mais chatos nos lençois desta cama do partido dos sócretinos é difícil. O pior é que todos nós, portugueses, estamos nesta cama que nos estão a fazer. Não sentem a comichão?

Por outro lado, casamento entre homens ou entre mulheres é algo que o sócretino principal e serviçais querem toda a gente a discutir. Perxcebe-se, o primeiro tem pouca formação académica, não percebe estas coisas dos ideais e de princípios. Os serviçais só têm de obedecer e repetir as ideias(?) do chefe. Se vivesse nos inícios do séc. XX só quando os machos concordassem é que as mulheres poderiam votar ou sonhar com direitos iguais. Se calhar no fim faz um referendo e safa-se neste país de católicos de consciência pesada que correm a dizer que NEM PENSAR, à espera que por esta mereçam um lugarzinho nos céus. Mas o Deus ou os deuses deram-nos a liberdade, e é estranha esta falta de vontade em respeitar uma liberdade que não prejudica ninguém, a não ser aqueles que acham que valem ou merecem mais do que outros por alguma razão.

Os cinco milhões de portugueses e seus descendentes vão ver também o partido dos sócretinos impedir com a sua maioria serviçal a participação nos actos eleitorais para o parlamento. Deve ser a consciência pesada governamental dos sócretinos que encerraram serviços dedicados aos emigrantes portugueses por esse mundo fora. Mas esta maioria faz orelhas moucas porque na verdade não só estão contaminados com o absolutismo quasi monárquico da maioria, como já foram manipulados a nível do seu DNA com o contributo salazarento do chefe que sabe e manda. É assim que se reforça a participação política daqueles que alimentaram tantas vezes a economia nacional com as suas poupanças e investimentos?

No mundo das finanças e das incónomias é o sobe e desce que se tem visto. O sistema está podre por que o capitalismo é autofágico, ou dito de outra maneira, estamos a matar a galinha dos ovos de ouro, a natureza e as sociedades humanistas, para conseguirmos o máximo de ovos de ouro no mínimo tempo possível. Mais dinheiro, mais consumo, mais tempo de trabalho. Menos tempo para viver, amar, pensar, aprender e fruir as coisas boas da vida. E a nossa humanidade reduzida à individualidade mesquinha.

As democracias deveriam adoptar um procedimento da antiguidade ateniense: não só eleger os seus representantes mas também poder erradicar da política, através do voto, aqueles que explicitamente fossem declarados personas non gratas do serviço público. No partido dos serviçais parlamentares dos sócretinos, só se safava o Manuel Alegre e poucos mais.

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